Qual Cidade desejamos fazer para as futuras gerações ?

Pirassununga


"Sonhar sozinho é só mais um sonho, juntos poderá vir a ser uma realidade..."





S A Ú D E

CONSTRUIR O PODER POPULAR FRENTE AO SUS PIRASSUNUNGA

É indiscutível o agravamento do quadro social provocado pelo desmantelamento dos serviços públicos que vem ocorrendo em nosso país, em nosso estado, em nossa Pirassununga. Os indicadores apontam: as doenças crônico-degenerativas como a hipertensão arterial e o diabetes mellitus; o aumento do número de internações até as mortes em idade cada vez mais precoce; os acidentes e doenças que podem ser vinculadas às condições de trabalho.

Com exceção daqueles que podem consumir procedimentos de saúde vendidos como qualquer mercadoria, a maioria da população pirassununguense sofre a desassistência. Visando reverter deste quadro, para o ano de 2017, considerando o porte e a grande heterogeneidade do município de pirassununga, dividir-se-á em três (3) regiões de saúde (igualmente ação para Educação, Segurança, Transporte Público, Defesa Civil, Saneamento, Banda Larga Info, Cultura e Lazer ), acompanhando as divisões das futuras subprefeituras (Administradores Distritais: Norte, Sul,Santa-fé). Em decorrência, as três coordenadorias, nas três subprefeituras, nas pastas educação, saúde, transporte, cultura e lazer, ...etc serão implantadas e implementadas tudo visando os fins sociais a que elas se destinam e constantes nos documentos legais. Além disto, as dez (10) supervisões de saúde em que se dividem estas Coordenadorias deverão ser mais operantes politicamente e terem estrutura técnica e administrativa para executar satisfatoriamente o serviços de saúde do SUS em sua forma e atuação descentralizada. Deverá ainda buscar dentro da dinâmica da rede de saúde local uma almejada integração entre a rede básica e os ambulatórios de especialidades , ainda com os hospitais e pronto-socorros. Otimizar-se-á , ainda, maior integração no interior da rede de atenção básica, isto é, entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS), os pronto-atendimentos das unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) e as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF).

A municipalização da Saúde deverá ser totalmente completada em nossa gestão, o gestor municipal da pasta saúde deverá buscar ter o pleno controle sobre os acontecimentos nos hospitais, clínicas e laboratórios prestadores de serviços e, ainda, sobre as chamadas entidades parceiras que contratam pessoal para as AMAs e para o PSF. A rigor não há Sistema Único de Saúde - SUS no Município de Pirassununga, mas sim múltiplos comandos desencontrados, que confundem não só a população usuária mas também os trabalhadores dos serviços de saúde municipal, tanto central quanto nos bairros.

CONTROLE PÚBLICO DO SUS PIRASSUNUNGA

Ação local administrativa integradora do SUS no âmbito da rede informatizada, contudo descentralizadora fisicamente, uma vez que marca presença nos cinco cantos da cidade e em seus bairros constituintes. Disto, é fundamental descentralizar o segundo escalão da administração, mantendo a integração das regiões de saúde no sistema municipal. Deve ser retomado o trabalho de territorialização, que permite o conhecimento aprofundado das condições de vida e da situação de saúde no nível local de bairros. Posta em prática de modo ascendente e democrático, ela deve orientar a construção dos planos de saúde regionais nos bairros e do seu Plano Municipal de Saúde, a serem discutidos e aprovados nos Conselho local dos Profissionais da Saúde, no Conselho Municipal de Saúde e no SSMP - Sindicato dos Servidores Municipais de Pirassununga.

CONDIÇÕES ESTRUTURANTES PARA GARANTIR SAÚDE DE QUALIDADE NO SUS LOCAL

A ampliação de recursos destinados à manutenção e desenvolvimento da saúde municipal, a boa gestão dos recursos do SUS, possibilitará iniciativas que visem a ousadia da experimentação de alternativas de gestão da saúde pública municipal , a opção por uma jornada de trabalho dos profissionais da saúde mais digna e dedicada aos seus problemas inerentes...

O TRABALHADOR DA SAÚDE E O TRABALHO EM SAÚDE

Não será possível construir um sistema público de saúde sem que esta construção seja feita a partir do esforço coletivo dos trabalhadores da saúde efetivamente interessados na melhoria da situação de saúde da população. Não há equipamento, instalações físicas e tecnologicas de conhecimento que substituam o vínculo do trabalhador com aqueles que procuram atenção. É obvio também que são necessários acesso ao conhecimento, adequadas instalações físicas, equipamentos, insumos de toda ordem para que a atenção tenha boa qualidade, não só no vínculo, mas de capacidade de resposta ao sofrimento. O que vemos hoje, no entanto, são propostas que tentam supostamente organizar o sistema a despeito dos trabalhadores e mesmo contra os trabalhadores.

SALÁRIOS

Em primeiro lugar, valorizar o trabalhador da saúde público passa por oferecer condições de vida aos profissionais da saúde, com uma política salarial decidida em garantir que, progressivamente, possam ter segurança econômica em optar por uma única jornada de trabalho, exclusiva na rede municipal, e não desdobrarem-se em várias frentes, acumulando vínculo com as redes municipal, estadual e particular, o que compromete a qualidade da saúde...

JORNADA DE TRABALHO

Em segundo lugar, garantir aos profissionais da saúde local o tempo necessário para o planejamento das atividades laboral, bem como de sua formação profissional continuada. O que a complexidade da questão epidemiológica e o nível da saúde da população de Pirassununga requerem é a recomposição e a ampliação das equipes multiprofissionais nas unidades básicas de saúde. Além de médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, assistentes sociais, pessoal de enfermagem e administrativo, as equipes devem incluir profissionais da área de educação física, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e nutrição, com ênfase para profissionais capacitados para atendimento em saúde mental. Cada distrito da cidade (Norte, Sul, Santa-fé) deve contar com um Centro de Reabilitação, para procedimentos em nível diferenciado integrado ao Ambulatório de Especialidades.

PLANO DE CARREIRA

Em terceiro lugar, gerar o Plano de Carreira desse Profissional, como fruto de debates com a categoria, fazendo prevalecer os mecanismos democráticos de decisão, tendo como referência a implantação do piso salarial do DIEESE por uma jornada de 40 (quarenta) horas. Houvir ainda as contribuições dos diversos Conselhos de Classe, presentes e atuantes em Pirassununga e do SSM - Sindicato dos Servidores Municipais. Haverá maior respeito pela "Carta da Saúde" assinada em Brasília DF e pela Lei Federal No.8.142, que dispõe sobre o controle público do SUS e pela qual conferências e conselhos têm caráter deliberativo e não apenas consultivo.

SAÚDE DO TRABALHADOR DA PREFEITURA E DAS AUTARQUIAS

Este é um setor sistematicamente abandonado pelas gestões municipais anteriores. Uma política para esta área deve,antes de mais nada, desenvolver ações voltadas para processos, condições, logística, condições e ambientes de trabalho. Essas ações devem considerar indicadores epidemiológicos de frequência e de gravidade das doenças e acidentes do trabalho, e serem planejadas com a participação das entidades representativas dos trabalhadores. Vamos priorizar o desenvolvimento e a construção de um banco de informações sobre morbidade e mortalidade relacionadas a acidentes e doenças do trabalho, por ramo produtivo, a partir de dados já disponíveis no Ministério da Previdência Social, Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Emprego e o Grupo Estadual de Implantação e Acompanhamento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador ( GEIAR ). É preciso ainda envolver a rede básica de saúde como um todo no diagnóstico e assistência às doenças e acidentes do trabalho. Primordialmente e contando com ajuda do SSMP - Sindicato dos Servidores Municipais de Pirassununga implantar e implementar efetivamente uma CIPA - Comissão Interna de Prevenção à Acidentes mais operacional.